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Portugal - o país dos blends

Porque é que Portugal tem só blends (vinhos produzidos com vários tipos de uva)? Por que é que em Portugal não há vinhos só com uma casta como há em outros países?

30 Jun
Portugal - o país dos blends

Porque é que Portugal tem só blends (vinhos produzidos com vários tipos de uva)? Por que é que em Portugal não há vinhos só com uma casta como há em outros países? Estas e outras perguntas no mesmo sentido são recorrentes nos vários eventos que realizamos em todo o país. Quando passamos o Oceano Atlântico para o outro lado e visitamos as terras lusas conseguimos entender o porquê.

Portugal é o segundo país no mundo a ter mais variedades de castas próprias documentadas de uva branca, tinta e rosada (250 castas autóctones). Por isso os vinhos portugueses têm uma identidade muito própria. Essa quantidade de castas nativas permite produzir uma diversidade de misturas ainda maior.

Os portugueses tornaram-se, assim, mestres em fazer blends. Um vinho pode ter quatro, cinco ou mais castas, podendo chegar a ter até várias dezenas de uvas diferentes na mesma garrafa! Os vinhos de Portugal resultam da mistura das diversas uvas que existem no país, através da criatividade, intuição e conhecimentos técnicos e históricos de seus enólogos.

Produzir um blend é um desafio constante, pois cria expetativa quanto ao resultado da combinação de sabores e aromas. Buscar a mistura certa, sabores inovadores e resultados únicos são os motivos que fizeram os portugueses investir nesse tipo de vinho.

O famoso Vinho do Porto também é um blend e essa mistura começa nos próprios vinhedos. Ainda nos dias de hoje, as vinhas mais antigas são constituídas por dezenas de variedades de uvas plantadas misturadas, lado a lado, formando um vinhedo misto. Hoje, com a modernização do setor, os vinhedos estão setorizados, permitindo um maior controlo da maturação das uvas e sobre quais as uvas a ser utilizadas na produção de determinado rótulo.

É desta enorme riqueza que resultam vinhos singulares, com personalidades fortes e exuberantes, ao mesmo tempo que revelam caraterísticas únicas de cada uma das regiões. Por causa desta enorme diversidade, o destaque maior vai para as regiões, o local onde vinho é produzido e não para as castas. Além disso, os rótulos com denominação de origem são vinhos de regiões específicas, de terroirs delimitados e conceituados.

Embora alguns produtores, nomeadamente nas regiões do Tejo e do Alentejo, tenham escolhido investir também em uvas estrangeiras (nomeadamente Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Syrah), por acreditarem no potencial ou para conferir um maior prestígio aos seus blends no mercado internacional, a forte aposta nas castas nativas tornam os vinhos portugueses únicos e surpreendentes em cada garrafa.

 

DA ALVARINHO À TOURIGA NACIONAL

As variedades mais utilizadas para a produção do vinho tinto são a Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Trincadeira, Aragonez, Baga e Castelão. Já as castas brancas mais utilizadas são a Alvarinho, Arinto, Antão Vaz, Viosinho, Verdelho, Encruzado e Fernão Pires.

Claro que nesta lista teríamos de incluir a Touriga Nacional. Trata-se da casta emblemática de Portugal. Sua origem remonta à região do Dão, mas há muito que é cultivada em todo o território. No século XIX chegou a abranger 90% da extensão vinícola portuguesa.

A Touriga Nacional é uma uva versátil, proporcionando grande diversidade de vinhos, desde espumantes e tintos finos, até ao clássico Porto. Geralmente apresenta boa concentração de cor e aromas florais distintos, caracterizando-se por taninos macios, estrutura, sabores intensos e elevada complexidade. Além disso, os vinhos resultantes desta uva possuem excelente potencial de guarda.

Para encontrar toda a plenitude dos blends portugueses há que partir à sua descoberta nos rótulos disponíveis no Brasil. A Conceito Português trabalha em estreita colaboração com os produtores portugueses para que cheguem aos consumidores os vinhos que melhor se adequam ao paladar do brasileiro.

Venha, então pois, conosco nesta aventura de saberes, aromas e paladares.

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